Jul
24
2011
Fonte: Meio & Mensagem
O acesso à web no trabalho ou em domicílios chegou a 58,6 milhões de pessoas em junho de 2011. Desse total, 45,6 milhões são considerados usuários ativos, volume 14,2% superior em comparação aos 39,9 milhões verificados em junho do ano passado.
Os sites de serviços postais e de cartões de felicitações online foram os mais visitados no último mês de junho, garantindo a liderança da categoria Ocasiões Especiais no ranking do Ibope Nielsen Online, que monitora a evolução dos acessos à internet. O número de usuários nesse segmento passou de 9,2 milhões em junho de 2010 para 10,9 milhões no mesmo mês desse ano, uma variação de 17,6%.
Com um crescimento de 14,5%, a categoria de Comércio Eletrônico ficou em segundo lugar, com destaque para os sites de compras coletivas. Já a área de Viagens e Turismo, ocupa a terceira posição, com crescimento de 14,1%, puxado especialmente pela maior procura por sites que ofertam serviços de mapas, além de páginas de companhias aéreas e de agências de viagens. A categoria Automotivo é a quarta mais acessada (12,7%), seguida dos Buscadores, Portais e Comunidades (11,6%).
Publicidade on-line
Em janeiro de 2011, foram veiculadas 4,372 mil campanhas, criadas por 1,613 mil anunciantes por meio de 12,194 mil peças publicitárias. Em junho, esses números subiram para 5,738 mil campanhas, 2,211 mil anunciantes e 16,938 mil peças publicitárias. Os números do AdRelevance, serviço do IBOPE Nielsen Online que rastreia a publicidade online, mostra que o setor mantém a constância no seu ritmo de crescimento.
Out
06
2010
Folha de SP
A história da internet pode não ser mais a mesma após a divulgação de um relatório da empresa de estatísticas StatCounter nesta terça-feira (5). Em marco inédito, o Internet Explorer, navegador feito pela Microsoft, registrou menos de 50% de participação no mercado mundial.
Segundo as contagens do relatório, a participação do IE caiu para 49,87% em setembro. O browser é seguido pelo Firefox, com 31,5% de participação no mercado.
O navegador que prossegue em crescimento é o Chrome, do Google: se ele tinha 3,69% do mercado em setembro de 2009, o porcentual de setembro de 2010 chega a 11,54%.
“É certamente um marco na guerra dos navegadores da internet”, disse o executivo-chefe da StatCounter, Aodhan Cullen. “Há apenas dois anos, o Internet Explorer dominava o mercado mundial com 67%.”
O acordo de competitividade feito entre a Microsoft e a Comissão Europeia –a fim de que a empresa oferecesse escolha aos usuários europeus sobre os navegadores além do IE– foi diretamente proporcional à queda global do browser, afirmou ele.
As contagens da companhia se baseiam em uma amostra que excede 15 bilhões de visitas a sites por mês, coletadas a partir de mais de 3 milhões de sites.
Já a empresa Net Market Share apresentou outro relatório divulgado sobre setembro: nesse mês, o IE detinha 59,65% (o número é variável de acordo com os métodos de medição das companhias).
Set
24
2010
Da Folha de SP
Camila Fusco
Usuários de internet da classe C já têm um perfil de navegação semelhante ao de internautas maduros, especialmente no que diz respeito ao uso da rede como ferramenta de decisão para a compra de eletrônicos.
Essa é uma das conclusões do estudo da consultoria americana TNS Research encomendado pelo Google Brasil e obtido com exclusividade pela Folha.
Segundo o levantamento, conduzido com 500 pessoas em São Paulo, 52% dos entrevistados da classe C utilizam a internet como primeiro recurso para procurar produtos eletrônicos, ante 63% dos usuários avançados -os “early adopters”, cuja maioria (68%) é composta de internautas das classes A e B.
“O poder de compra que está trazendo a classe C para a economia vem ao mesmo tempo em que os recursos da internet estão mais maduros, e isso influencia positivamente no uso”, afirma Leonardo Tristão, diretor de vendas diretas do Google Brasil.A relevância da rede é superior inclusive à pesquisa nas lojas físicas, declarada por 23% dos participantes como principal fonte de informação para a classe C.
As ferramentas de busca são o principal local de procura de lançamentos de eletrônicos desses internautas, indicada por 64% da base. Esse percentual ultrapassa inclusive a participação dos buscadores entre os usuários avançados (61%).
Segundo Tristão, desde 2008, as buscas relacionadas a aparelhos de telecomunicações cresceram 98% no Google, e as de produtos de informática saltaram 120%. O buscador não revela os números absolutos.
INTERAÇÃO
Entre as principais informações buscadas pelos usuários da classe C, estão fotos e vídeos sobre os produtos (60%), endereço do site de lojas (34%) e de fabricantes (30%).
Opiniões de amigos também são consideradas no momento de decisão sobre a compra, segundo 45% dos entrevistados.
Nesse contexto, as redes sociais são fundamentais. De acordo com o estudo, 50% dos usuários da classe C procuram comentários sobre o produto no Orkut, e 17%, no Twitter.
“O que se vê é um ciclo, que pode começar a partir da busca sobre o lançamento, passando pela visualização dos recursos e pela materialização do produto em vídeo, e depois partindo para a opinião dos amigos”, afirma Tristão.
COMPRA OFF-LINE
Apesar da densa participação da internet para pesquisa e consulta sobre produtos, a rede ainda tem pouca penetração no ato da compra.
Segundo a pesquisa, apenas 22% dos entrevistados da classe C pesquisaram e compraram os produtos na rede.
São consumidores como a empregada doméstica Edenildes da Silva, 36, que há dois anos tem computador com internet em casa e recorre à rede para ganhar tempo. Em geral, porém, costuma realizar as suas compras nas lojas tradicionais.
“Em vez de passar parte do fim de semana rodando nas lojas para pesquisar, olhei primeiro na internet. Ganhei tempo para ficar com o meu filho”, diz sobre dois celulares, adquiridos há menos de seis meses.
Como motivação para a compra on-line, os entrevistados da classe C citaram a necessidade de mais segurança (48%) nos sites e melhores preços (40%).
Sites mais fáceis de navegar e de comprar também foram considerados por 26% da base.
Entre os usuários avançados, principalmente das classes A e B, os fatores determinantes na compra são promoções e descontos (42%) e melhores preços (40%).