Mar
02
2010
Apensa em 2010. Depois de todos os seus concorrentes o Carrefour lançou ontem sua loja virtual que atenderá todo o País. As duas últimas grandes movimentações no ambiente online foram a de Casas Bahia em fevereiro de 2009 e Wal-Mart, em outubro de 2008. A rede francesa chega com a promessa de preços competitivos nas primeiras semanas de operação, resultado de negociações com os fornecedores.
Segundo o diretor-superintendente da rede, Jean-Marc Pueyo, foram comprados produtos exclusivos que terão condições diferenciadas de pagamento. “Para as compras a partir de R$ 1.000 dividiremos em 24 vezes sem juros no cartão Carrefour”, afirma o executivo.
A proposta da loja virtual é focada na oferta de serviços aos clientes. Instalação, manutenção e suporte de eletrônicos e computadores podem ser adquiridos no ato da compra. Foram investidos R$ 50 milhões para a concepção da página.
O carrefour.com.br nasce com nove categorias de produtos como eletrônicos, informática, eletroeletrônicos, cine e foto e utilidades domésticas, totalizando 15 mil itens à venda. “Até o fim do ano chegaremos a 80 mil itens”, diz o diretor de e-commerce, Jonas Ferreira.
Segundo o executivo, a pretensão da rede é ser a quinta maior loja virtual do País já no ano que vem. O segmento faturou em 2009 R$ 10,6 bilhões , segundo a consultoria e-bit, com perspectiva de crescer 30% neste ano.
Naveguei ontem pelo site e percebi que os descontos não são tão vantajosos assim. O site tem um visual clean, mas peca por alguma problemas básicos para um e-commerce, como mostrar no menu produtos que não tem em estoque e listar os produtos por ordem alfabética (a maioria dos sites mostra os mais vendidos). Gostei da opção de busca por um termo ou característica que fica nas páginas internas de produtos.
Agora resta esperar a concorrência se mexer. Bom para nós consumidores, que ganhamos uma novação opção em compras online.
Ago
26
2009
O CEO da Zappos, Tony Hsieh, foi uma das grandes atrações do Digital Age 2.0, evento que acontece hoje e amanhã em São Paulo. Abaixo alguns tópicos interessantes do que foi falado:
- A Zappos gosta de falar com os seus consumidores. Por isso colocam o 0800 no topo da página.
- Alguns diferencias: 0800; 24×7; entrega grátis; devoluções grátis. Isso é prestação de serviço.
- A Zappos não é um e-commerce de sapatos, mas sim uma empresa de experiência com o cliente.
- Direcionar clientes para sites concorrentes é parte da estratégia da Zappos. Confiam muito no próprio taco.
- Atendimento sem scripts decorados, o atendente tem liberdade para atuar como considerar melhor. Personalização.
- A Zappos paga U$ 2.000 para os funcionários que não se adaptaram a cultura da empresa e quiserem sair durante o treinamento. Querem que fiquem na empresa por que gostam e não por causa do dinheiro.
- Livros sugerido por Tony, da Zappos: Peak (http://bit.ly/17XBSK ), Tribal Leadership (http://bit.ly/3Xy85J ).
- Mais informações em http://www.zapposinsights.com.
Ago
26
2009
A história da internet no Brasil deu um importante passo ontem. Depois do acesso gratuito a internet (no início do ano 2000) e da redução do valor da banda larga (alguns anos depois). A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou a utilização do PLC (Power Line Communications), uma tecnologia que permite a transmissão do sinal da internet em alta velocidade pelos fios por onde passa a energia. Essa tecnologia também permite a oferta de TV paga.
Para vender esse serviço as distribuidoras terão de abrir uma subsidiária de telecomunicações. Pois pela regulamentação do setor elétrico, as concessionárias não podem gerar receita a não ser pelo fornecimento de energia. Ainda que gerassem, teriam de repassá-la integralmente para abater no preço da tarifa de energia.
Para escapar, elas terão de pedir licença à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para prestar serviços de telecomunicações. Espera-se, portanto, uma proliferação das “telelétricas”. Segundo apurou o jornal Folha de São Paulo, há pelo menos uma dezena de pedidos de licença na Anatel. AES Eletropaulo, Copel e Cemig já atuam nesse ramo e esperavam o aval da Aneel para lançar o PLC em larga escala.
Para as teles tradicionais, essa tecnologia pode ser uma alternativa para reduzir seus investimentos.
Motivo: a partir de agora, abre-se caminho para que elas aluguem infraestrutura das “telelétricas”, hoje presente em 98% dos domicílios. Atualmente, as teles investem para levar suas redes à sede de todos os municípios brasileiros, uma meta imposta pela Anatel e que deve ser cumprida até 2010. Para essas operadoras, levar essa rede a todos as cidades do país é um problema, porque elas têm interesse comercial em 62% dessas localidades. Por isso, a tecnologia PLC surge como alternativa.
Para o cliente final será uma grande vantagem. Pois poderá ter internet banda larga diretamente na tomada de sua residência. Bastará instalar um decodificador fornecido pelas “telelétricas”, que vai separar o sinal elétrico do sinal da internet. Esse equipamento também espalhará o sinal da internet pela residência do assinante, permitindo conexões sem fio por meio de notebooks ou smartphones (celulares que se conectam à internet).
A exemplo do consumo de energia, cobrado pelo uso, o consumidor pagará apenas pelo tanto de internet que acessar. Estima-se que o preço da internet via PLC será 50% menor que os pacotes das teles convencionais, e a velocidade média garantida até dez vezes maior, cerca de 10 Mbps.
O uso da tecnologia deve beneficiar principalmente locais onde a internet de alta velocidade ainda não chega -pois as redes de energia elétrica estão em quase todo o país.
Futuramente, as distribuidoras de energia também planejam trocar os atuais medidores de energia nas residências por outros “inteligentes”. Quando isso ocorrer, elas poderão monitorar o gasto de todos os equipamentos de seus clientes, como os eletrodomésticos, para recomendar consertos e até programar tarifas especiais para quem economizar em determinados horários. Para o cliente será possível até desligar uma lâmpada via internet.