Posts de 'Brasil'

Abr 03 2010

O que podemos aprender com o caso Locaweb

Essa semana um fato curioso envolvendo empresa x funcionário x redes sociais movimentou a internet brasileira. A Locaweb, empresa de serviços de hospedagem, que anunciou na terça-feira (30/3) a demissão de Alex Glikas, diretor comercial da companhia, que se envolveu numa confusão com a torcida sãopaulina no Twitter.

No último domingo, durante o jogo entre Corinthians e São Paulo, Glikas, aparentemente um corintiano roxo, publicou em seu Twitter algumas mensagens contra o São Paulo Futebol Clube. O executivo ainda citou o nome da empresa em que trabalha: “Vamo [sic] Locaweb! Chupa Bambizada! Timão eooo!”.

 

O fato agravante nisso é de que a Locaweb era uma das patrocinadoras do São Paulo naquele jogo. A empresa estampou a sua marca nas mangas da camisa do São Paulo no jogo contra o Corinthians e no jogo contra o Monterrey pela Taça Libertadores. A atitude do diretor comercial da Locaweb causou a ira de alguns torcedores que começaram uma campanha contra a empresa na internet, especialmente no Twitter.

A demissão foi anunciada pela empresa por meio de nota, que diz: “Em razão do recente incidente envolvendo a companhia e o São Paulo Futebol Clube, o executivo decidiu, em comum acordo com a diretoria da Locaweb, desligar-se de suas funções“.

Numa entrevista à Revista Época NEGÓCIOS, a Locaweb informou que, por ser uma empresa de internet, jovem e moderna, sempre encorajou seus funcionários a utilizarem as redes sociais, com bom senso e respeito. No entanto, revela que ainda não há uma política interna de uso das redes sociais.

A Locaweb ainda não possui uma política para uso de mídias sociais para seus funcionários. Muitas empresas já estão incluindo nos contratos cláusulas que dizem respeito à postura nas redes sociais. Se a sua empresa ainda não tem uma política clara quanto a isso tome muito cuidado, pois tudo o que você escrever pode ser usado contra você. As opiniões externadas pelas redes sociais devem ser muito bem pensadas, pois além de você inúmeras pessoas terão acesso.

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Mar 02 2010

Carrefour lança e-commerce com foco em serviços

Apensa em 2010. Depois de todos os seus concorrentes o Carrefour lançou ontem sua loja virtual que atenderá todo o País. As duas últimas grandes movimentações no ambiente online foram a de Casas Bahia em fevereiro de 2009 e Wal-Mart, em outubro de 2008. A rede francesa chega com a promessa de preços competitivos nas primeiras semanas de operação, resultado de negociações com os fornecedores.

Segundo o diretor-superintendente da rede, Jean-Marc Pueyo, foram comprados produtos exclusivos que terão condições diferenciadas de pagamento. “Para as compras a partir de R$ 1.000 dividiremos em 24 vezes sem juros no cartão Carrefour”, afirma o executivo.

A proposta da loja virtual é focada na oferta de serviços aos clientes. Instalação, manutenção e suporte de eletrônicos e computadores podem ser adquiridos no ato da compra. Foram investidos R$ 50 milhões para a concepção da página.

O carrefour.com.br nasce com nove categorias de produtos como eletrônicos, informática, eletroeletrônicos, cine e foto e utilidades domésticas, totalizando 15 mil itens à venda. “Até o fim do ano chegaremos a 80 mil itens”, diz o diretor de e-commerce, Jonas Ferreira.

Segundo o executivo, a pretensão da rede é ser a quinta maior loja virtual do País já no ano que vem. O segmento faturou em 2009 R$ 10,6 bilhões , segundo a consultoria e-bit, com perspectiva de crescer 30% neste ano.

Naveguei ontem pelo site e percebi que os descontos não são tão vantajosos assim. O site tem um visual clean, mas peca por alguma problemas básicos para um e-commerce, como mostrar no menu produtos que não tem em estoque e listar os produtos por ordem alfabética (a maioria dos sites mostra os mais vendidos). Gostei da opção de busca por um termo ou característica que fica nas páginas internas de produtos.

Agora resta esperar a concorrência se mexer. Bom para nós consumidores, que ganhamos uma novação opção em compras online.

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Ago 26 2009

Internet pela rede elétrica

Publicado por Sergio Langer em Brasil, internet

A história da internet no Brasil deu um importante passo ontem. Depois do acesso gratuito a internet (no início do ano 2000) e da redução do valor da banda larga (alguns anos depois). A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou a utilização do PLC (Power Line Communications), uma tecnologia que permite a transmissão do sinal da internet em alta velocidade pelos fios por onde passa a energia. Essa tecnologia também permite a oferta de TV paga.

Para vender esse serviço as distribuidoras terão de abrir uma subsidiária de telecomunicações. Pois pela regulamentação do setor elétrico, as concessionárias não podem gerar receita a não ser pelo fornecimento de energia. Ainda que gerassem, teriam de repassá-la integralmente para abater no preço da tarifa de energia.

Para escapar, elas terão de pedir licença à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) para prestar serviços de telecomunicações. Espera-se, portanto, uma proliferação das “telelétricas”. Segundo apurou o jornal Folha de São Paulo, há pelo menos uma dezena de pedidos de licença na Anatel. AES Eletropaulo, Copel e Cemig já atuam nesse ramo e esperavam o aval da Aneel para lançar o PLC em larga escala.

Para as teles tradicionais, essa tecnologia pode ser uma alternativa para reduzir seus investimentos.
Motivo: a partir de agora, abre-se caminho para que elas aluguem infraestrutura das “telelétricas”, hoje presente em 98% dos domicílios. Atualmente, as teles investem para levar suas redes à sede de todos os municípios brasileiros, uma meta imposta pela Anatel e que deve ser cumprida até 2010. Para essas operadoras, levar essa rede a todos as cidades do país é um problema, porque elas têm interesse comercial em 62% dessas localidades. Por isso, a tecnologia PLC surge como alternativa.

Para o cliente final será uma grande vantagem. Pois poderá ter internet banda larga diretamente na tomada de sua residência. Bastará instalar um decodificador fornecido pelas “telelétricas”, que vai separar o sinal elétrico do sinal da internet. Esse equipamento também espalhará o sinal da internet pela residência do assinante, permitindo conexões sem fio por meio de notebooks ou smartphones (celulares que se conectam à internet).

A exemplo do consumo de energia, cobrado pelo uso, o consumidor pagará apenas pelo tanto de internet que acessar. Estima-se que o preço da internet via PLC será 50% menor que os pacotes das teles convencionais, e a velocidade média garantida até dez vezes maior, cerca de 10 Mbps.

O uso da tecnologia deve beneficiar principalmente locais onde a internet de alta velocidade ainda não chega -pois as redes de energia elétrica estão em quase todo o país.
Futuramente, as distribuidoras de energia também planejam trocar os atuais medidores de energia nas residências por outros “inteligentes”. Quando isso ocorrer, elas poderão monitorar o gasto de todos os equipamentos de seus clientes, como os eletrodomésticos, para recomendar consertos e até programar tarifas especiais para quem economizar em determinados horários. Para o cliente será possível até desligar uma lâmpada via internet.

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