Vem Aí a Atualização Penguin 2.0 do Google. Medo, Eu?

Artigo

por Alex Moraes

publicado em: 15/05/2013

Alegar desconhecer a lei não justifica o descumprimento dela. Na justiça do Google há punições severas, que podem acabar com seu negócio. Muitos "SEOs" conseguem links em sites não confiáveis, "conquistam" milhares de seguidores fakes nas redes sociais, copiam conteúdo e podem levar sites irrelevantes a boas posições no Google.

Eu digo irrelevantes, porque, se alguém dedica tanto tempo a agir de forma não indicada para conseguir bom posicionamento, é pouco provável que se dedique a criar conteúdo de qualidade, manter publicações regulares, fazer os networks corretos, enfim, conquistar relevância de forma competente. Matt Cutts, porta-voz do Google, anunciou pelo seu Twitter que, em poucas semanas, ocorrerá o update Penguin 2.0. Essas atualizações costumam causar pânico naqueles que conquistaram boas posições no Google por meio de estratégias não muito indicadas, intencionalmente ou não. Até quem não fez nada de errado fica com medo de perder posições com os Pandas, Penguins...

Desenvolver, produzir e manter um site é muito trabalhoso. Torná-lo lucrativo é mais ainda. Veja que em nosso portal citamos 9 estratégias principais de marketing digital e um grupo, que chamamos de estratégias avançadas, engloba outras tantas. Cuidar de todas as frentes e ainda produzir conteúdo original, design e imagens de qualidade, cuidar da navegação e usabilidade, contatar pessoas e sites importantes em busca de links, conseguir parcerias, entre outros não é fácil. Agora, fazer spam de comentários, conseguir links às centenas com serviços obscuros, postar nas páginas de Facebook de sucesso apenas para conseguir exposição ou usar técnicas de black hat SEO é bem menos trabalhoso. Pensando nisso, você começa a se irritar com os vampiros, principalmente quando seu posicionamento é afetado pelos sites deles.

Imagine a posição do Google. Consideremos que, para cada artigo original e relevante criado, 500 artigos são copiados, repaginados, alterados, “curados”, indicados ou compartilhados. Exceto copiar, tudo mais é bom, já que compartilhar é da natureza da internet. O trabalho da busca é tão complexo que, por ter conseguido fazê-lo bem feito, o Google reina absoluto nas buscas, sem a menor possibilidade de ser ultrapassado em curto ou médio prazo. Esse destaque foi conseguido justamente pelo fato de oferecerem resultados relevantes quando uma busca é feita. Assim, combater os espertos, que usam de todos os subterfúgios para burlar as regras, sempre foi prioridade para o Google.

Mais fortemente a partir de 2011, com o Panda e em 2012, com o Penguin, o Google sempre cria uma expectativa com essas atualizações. Um post do blog do Google resume muito bem a que essas alterações nos algoritmos de busca se destinam: “um esforço de reduzir o webspam (técnicas que não beneficiam os usuários) e promover conteúdo de qualidade”. Os upgrades buscam fechar cada vez mais o cerco aos que não seguem as regras e, de uma forma ou outra, burlam o sistema.

Não se pode dizer que é uma mudança nas regras do jogo. Desde sempre o Google fala das regras de qualidade que um site deve, assim como dos termos de conduta. Como disse antes, alegar desconhecimento das regras é inútil. Veja outro post, também no blog do próprio Google, que lista o que eles analisam em um site. Traduzo a lista de tópicos, originalmente formulados em tom de pergunta:

  • Você confiaria na informação apresentada nesse artigo?
  • O artigo é escrito por um expert ou entusiasta que domina o assunto ou ele é tratado de forma superficial?
  • O site tem artigos duplicados, interpostos, redundantes ou trata de tópicos similares apenas com variações de palavras-chave?
  • Você confiaria em inserir as informações de cartão de crédito nesse site?
  • O artigo tem erros gramaticais, de estilo ou citações falsas?
  • Os tópicos tratados são de interesse dos leitores ou o site gera conteúdo apenas pararanquear bem nas buscas?
  • O artigo oferece conteúdo, informação, relatório, análise ou enfoque original?
  • A página oferece valor superior a outras páginas dos resultados de busca?
  • Há controle de qualidade na produção do conteúdo?
  • O artigo é tendencioso? Ele apresenta os dois lados da história?
  • O site tem autoridade reconhecida no assunto?
  • O conteúdo é produzido em massa, terceirizado a um grande número de criadores ou espalhado por uma grande rede de sites, de modo que cada página não receba atenção individual ou cuidado?
  • A edição do artigo foi bem feita ou descuidada?
  • Se o site oferecesse conteúdo relativo à Saúde, você seguiria os procedimentos indicados por esse site?
  • Você reconheceria esse site como autoridade no assunto se apenas o nome dele fosse mencionado?
  • O artigo oferece uma descrição abrangente do tópico abordado?
  • O artigo oferece análise criteriosa e informações elaboradas (ou óbvias)?
  • Esse é o tipo de página que você colocaria em seus bookmarks, compartilharia com amigos ou recomendaria?
  • O artigo tem quantidade excessiva de anúncios que distraem ou interferem no conteúdo?
  • Você acha que esse artigo tem qualidade para estar em uma revista impressa, enciclopédia ou livro?
  • Os artigos são pequenos, superficiais ou pouco específicos?
  • As páginas são produzidas de forma cuidadosa e com atenção aos detalhes?
  • Usuários reclamariam quando vissem as páginas desse site?

É incrível pensar que tudo isso foi traduzido para uma fórmula matemática que consegue, de forma bastante precisa, responder as perguntas, analisar diversos outros fatores e, ainda, apresentar uma lista de resultados organizados em ordem de relevância. E tudo isso é feito em centésimos de segundo.

Em meu artigo Marketing Digital brasileiro x Internet Marketing americano disse “particularmente, escrevo para pessoas. Deixo o SEO em nível secundário de importância, pois noto que as buscas são inteligentes o suficiente para considerarem essa minha postura como geradora de conteúdo relevante”. Algumas pessoas consideraram que, ao dizer que o SEO era secundário eu o considerava pouco importante, quando, na verdade, queria realmente dizer em segundo lugar, sendo a primeira preocupação, em nível de importância, o conteúdo. Ao ver a lista de tópicos analisados pelo Google, no "julgamento" de um site, bem mais da metade se refere à qualidade de conteúdo.

Seria conteúdo o novo SEO?

Acontece que, como todo remédio ou tratamento, pode-se curar uma coisa e prejudicar outra. Danos colaterais das atualizações do Google afetaram muitos bons sites e a recuperação pode ser complexa. Há que se analisar se fatores técnicos, mal trabalhados no site, foram os causadores da punição, como duplicidade de conteúdo, problemas com segurança ou estrutura deficiente. Muitas vezes, porém, o erro é apenas do Google e espera-se que ele possa repará-los.

De sua parte, é preciso entender o que é esperado de você e fazer a coisa certa. Informe-se, instrua-se, aprenda e trabalhe duro para ser um caso de sucesso. Ah, também torça para que os robozinhos de Google percebam e valorizem sua dedicação e coloquem você lá em cima, no topo do pódio.

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Republicação autorizada pelo autor, sem alterações, com link para http://www.marketingdigital.com.br no formato:

Fonte: MarketingDigital.com.br


Alex Moraes é especialista em Marketing Digital, escritor e palestrante. É responsável pelo conteúdo, cursos e eventos da MarketingDigital.com.br, além do canal no Youtube, grupo no LinkedIn, página no Facebook e perfil no Twitter.