Serviço de SEO - Quanto e Como Cobrar (ou Pagar) Por Esse Serviço...

Artigo

por Alex Moraes (adaptação de artigo de Casey Markee)

publicado em: 18/03/2013

Recebemos uma pergunta de um prestador de serviços de otimização de sites para buscas, SEO. Ele queria nossa opinião de qual seria o formato mais apropriado de cobrança por seus serviços. Como essa é provavelmente uma dúvida de muitos, decidimos fazer esse artigo para, inclusive, auxiliar quem deseja contratar serviços de SEO.

É um tema interessante e pertinente porque há várias formas sendo utilizadas pelos prestadores de serviço. Independentemente de você ser um consultor individual ou da equipe de uma empresa, como você “empacota” seus serviços pode levar seu negócio ao sucesso ou ao fracasso.

Note que a precificação de qualquer produto ou serviço é sempre um trabalho complexo, e pode demorar muito para você perceber que está trabalhando sem lucro, que seu preço está muito acima do mercado ou que você está perdendo a chance de oferecer serviços complementares e trabalhar e faturar mais e melhor.

Sempre insisto em um ponto: Tempo é dinheiro. Assim, a decisão de contratar um serviço de SEO competente, certamente irá se mostrar uma opção bom custo-benefício com o tempo. Principalmente se a alternativa for fazer por conta própria com base em "achismos" dos envolvidos.

Se você não tem oportunidade de aprender ou ter uma pessoa interna que faça, contrate um bom serviço e veja os resultados chegarem mais cedo.

Com isso em mente, analisemos como os prestadores de serviço de SEO normalmente cobram por seus serviços. Concluímos que há seis modelos de cobrança mais populares, utilizados pela maioria dos SEO. Eles são:

  1. Consultoria por hora - Este talvez não seja o formato mais comum, mas é o mais simples de ser aplicado. O trabalho é baseado em quantas horas se levaria para se completar uma determinada tarefa, com taxas variando entre R$ 60,00 e R$ 120,00 para empresas menores, R$ 200,00 a R$ 500,00 para as médias e até R$ 1.000,00 para os serviços de renome. Como o trabalho de SEO varia muito de acordo com o assunto do site, normalmente utiliza-se a consultoria para que um profissional experiente instrua a equipe própria do site da melhor forma de fazer o trabalho.
  2. Contrato ou acertos mensais – Talvez seja o modelo mais popular no momento, onde clientes pagam um valor pré-determinado ou assinam um contrato com desembolso mensal. Pelas peculiaridades do serviço de SEO, cujos resultados demoram entre 2 e 3 meses para começar a mostrar resultado reais (e mais para áreas de muita concorrência), é comum que se estabeleça um número mínimo de meses para as estratégias utilizadas poderem funcionar. Parece-me a forma mais justa, pelo menos para uma fase de testes.
  3. Pagamento por resultados (rankings ou tráfego) – Esta também é uma forma comum para alguns sites que pretendem apenas “rankear” bem para um determinado grupos de palavras-chave ou termos ou alcançar níveis pré-determinados de tráfego. Normalmente as empresas definem que posicionamento desejam (posição 1, ou 2 ou 3, ou primeira página, por exemplo) ou uma quantidade mínima de visitas orgânicas. Então, eles pagam um preço quando alcançados esses patamares. Esse tipo de precificação pode causar problemas, especialmente quando vinculada à visitação, se determinadas salvaguardas não forem tomadas desde o início do trabalho, como proibição de uso de spam, origem puramente orgânica vinda de buscas ou outras restrições que inibam práticas desaconselháveis. Esse formato demanda acompanhamento bem firma das ferramentas de métrica.
  4. Pagamento por “pacote de tráfego”  – Esse tipo de cobrança (ou pagamento) define a entrega de uma determinada quantidade de leads por mês, e normalmente o pagamento é feito de forma adiantada e renova-se o acerto a cada mês. Pode ser interessante para o prestador, pois se pode manter o cliente por prazos mais longos, caso o trabalho seja bem sucedido, e para o contratante, que pode variar seu investimento para mais ou menos a cada mês, de acordo com a sazonalidade específica de seu negócio.
  5. “Divisão de Lucros” – não é tão comum, mas menciono porque quando o foco de minha empresa, a Clicktime, era prestação de serviços, utilizávamos esse modelo. Nesse formato acerta-se um desembolso menor e uma taxa de sucesso na forma de comissionamento sobre as vendas de produtos, serviços, anúncios ou qualquer outro formato. É um formato mais complexo, pois depende de uma cumplicidade muito grande entre as empresas, já que a contratante tem que abrir suas informações de venda. Outro problema é que esse modelo, quando utilizado em contratantes que estejam lançando suas versões digitais, com o tempo começa a “parecer caro”, pois quando se está no zero, a única tendência é crescer e a contratante tem a sensação de que está gastando muito e fica na dúvida se esse crescimento é resultado apenas do trabalho prestado pelo SEO ou também por outros canais ou investimentos.
  6. Consultoria por projeto – Como nenhum projeto é igual, cada caso é analisado de forma individual com a contratada estimando o tempo necessário, esforço, pessoal, patamares de tráfego ou posicionamento e atrelando um custo a essas variáveis. Como já dissemos anteriormente, há áreas em que se é mais fácil atingir bons posicionamentos que outros e é justo que cada projeto tenha um orçamento específico. É certo que o trabalho de SEO funciona, mas está longe de ser uma ciência exata, e, esse formato de cobrança talvez seja a precificação mais responsável, por parte do prestador e mais lúcida de ser acordada para o contratante.
Nem tudo que é muito caro é bom, mas tudo que é muito barato é ruim.

Não consta da lista acima, mas é algo que creio ser absolutamente imprescindível: a cobrança de uma taxa de análise, digamos, assim, um estudo inicial do negócio, palavras-chave e possibilidades. Como já falei em outros artigos, considero que se algo leva tempo e envolve trabalho, deve ser cobrado. Muitas empresas, porém, não cobram por essa análise inicial. Pessoalmente, acho que uma empresa realmente interessada em desenvolver seu site considerará que uma análise detalhada do site e um estudo inicial de SEO é um trabalho importante, até mesmo para se decidir que a empresa que fez esse estudo inicial não demonstra capacidade técnica de fazer um bom trabalho. Tenho um pensamento que nem tudo que é muito caro é bom, mas tudo que é muito barato é ruim. E há vezes que o gratuito só quer dizer, barato demais, no sentido de sem valor. Gosto de pagar por tudo, para poder dizer não sem culpa quando considerar apropriado.

Se você pretende prestar um serviço de SEO, faça-o bem feito e, assim, cobrar um preço justo não será simples consequência. Se você vai contratar, decida entre pagar mais pelo trabalho dos serviços comprovadamente bons ou testar os que ainda estão começando. Caso se decida por dar chance a um iniciante, procure, dentre os formatos de pagamento que apresentamos, o que lhe proporciona maior segurança e menor prejuízo se a troca de um prestador de serviço se fizer necessária.

A otimização para buscas é uma área onde as mudanças de estratégias são uma constante, já que os algoritmos das buscas não param de mudar. Assim, o contratante deve entender que o padrão de precificação de serviços de SEO é não ter padrão, já que o próprio serviço não para de evoluir. Considere sempre o ROI, retorno do investimento, para basear sua classificação de algo como caro ou barato. Em contrapartida, para o o prestador de serviço de SEO que não se atualiza, qualquer preço cobrado é muito caro.

E você, o que acha? Por favor, comente!

Artigo original publicado por Casey Markee, em nossa parceira Search Engine News - Planet Ocean (área de conteúdo pago). Traduzido, localizado, adaptado e ampliado por Alex Moraes, com permissão da publicadora.

Republicação autorizada pelo autor, sem alterações, com link para http://www.marketingdigital.com.br no formato:

Fonte: Marketing Digital


Alex Moraes é especialista em Marketing Digital, escritor e palestrante. É responsável pelo conteúdo, cursos e eventos da MarketingDigital.com.br, além do canal no Youtube, grupo no LinkedIn, página no Facebook e perfil no Twitter.