SEO Para Dispositivos Móveis (Mobile SEO) - Guia Prático - Parte 1

Artigo

por Alex Moraes (adaptação de artigo de John Heard)

publicado em: 07/08/2013

O SEO está passando por outra grande transformação. Primeiramente, foi o aumento da importância da estratégia de conteúdo para o ranking de um site e, agora, precisamos entender como as buscas veem e tratam as pesquisas nos aparelhos móveis e as peculiaridades das buscas locais.


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Há muitos anos analisamos as buscas e já vimos muitas estratégias ir e vir. É trabalho do SEO, no caso, o profissional otimizador, perceber as tendências. Consideramos ser parte de nosso trabalho informar o que julgamos que afetará a indústria do marketing digital em um futuro próximo, para que você possa se preparar e não ser surpreendido. E esta tendência merece toda a sua atenção, pois os sinais apontam para a necessidade de ações imediatas.

É fácil perceber que, em breve, a conexão à internet móvel ultrapassará a fixa. É também razoável supor que Google, Bing, Yahoo e outras buscas estão adaptando seus algoritmos para esta nova realidade. Resta-nos pensar em como isso afetará nosso trabalho. Quais novas estratégias de SEO precisaremos implementar para conseguir bons resultados, independentemente da plataforma utilizada para se acessar seu site? Uma coisa é garantida. Em breve:

Seu site precisará ser compatível com aparelhos móveis para ser relevante para o Google.

O web design responsivo, que se adapta o site a qualquer tamanho de tela ou plataforma utilizada, está em alta. Essa constatação pode ser considerada um desafio, mas se pensada de forma antecipada, definitivamente é uma oportunidade. Se certas providências são inevitáveis, aja o quanto antes e tenha uma vantagem competitiva quando a expectativa se tornar uma realidade.

Por muito tempo buscamos atingir bons rankings orgânicos com foco em sites otimizados para desktops e notebooks, fossem eles PCs ou Macs. A otimização para mobile sempre ficou em segundo plano, na verdade um bônus e nunca prioridade. Agora o foco se altera. As mesmas pessoas que acessam a internet fixa de suas casas ou trabalhos, ao longo do dia a acessam diversas vezes via celulares ou tablets. Será que um dia chegaremos a ter penalidades de irrelevância para sites que não forem otimizados para móveis?

O Google deseja garantir uma boa experiência ao usuário, independente da plataforma utilizada para o acesso.

Vamos ao sinais. Dia 11 de junho, o Google anunciou uma alteração em seu algoritmo de buscas móveis, para privilegiar websites otimizados para acesso mobile. E não para por aí, foram definidas penalidades para sites que demoram a carregar, vídeos que não rodam em dispositivos móveis e uma série de outros problemas que ocorrem em sites e serviços não preparados para diversas plataformas. Outro tópico tratado com ênfase foram os redirecionamentos para as versões específicas para móveis (quando houver). Como o Google explica, eles desejam garantir uma boa experiência ao usuário, independentemente da plataforma da acesso. Nós do Brasil sabemos que as mudanças acontecem primeiramente lá fora, mas que não tardam a chegar aqui. As alterações nos EUA estão previstas para até o final do ano e, com a nossa folga de 3 a 6 meses, ainda temos um bom tempo para tomar as providências. Recentemente, foi incluída uma ferramenta de teste de velocidade de sites em plataformas móveis na página de Ferramentas de análise da velocidade de páginas e mais ferramentas diagnósticas para móveis são aguardadas para breve no Google Webmaster Tools e Analytics.

As buscas tratam as pesquisas vindas de aparelhos móveis de forma diferenciada?

Atualmente, ao usar um smartphone, os resultados não costumam ranquear melhor sites com versões específicas para aparelhos móveis. É raro ver um site m.domínio.com.br nos resultados, a não ser que você inclua a palavra móvel ou mobile no argumento de busca.

Mas a resposta é sim, os resultados são diferentes. Google, Bing e Yahoo normalmente interpretam as buscas feitas a partir de dispositivos móveis como buscas locais, assim os resultados são diferentes daqueles feitos a partir de desktops. Como as buscas sabem que mais de 50% das buscas vindas de aparelhos móveis desejam resultados locais, mostrar esses resultados de forma privilegiada faz sentido.

Numa busca vinda de um desktop, a palavra-chave comanda os resultados. Uma busca feita a partir de um celular por “restaurante mexicano” tem 99% de chance de estar procurando um restaurante mexicano na região em que o usuário que fez a busca está, ao passo que quem busca por “como checar o estado dos rolamentos das rodas de meu carro” não procura um resultado local. Fique tranquilo pois as buscas sabem diferenciar e direcionar apropriadamente essas diferentes buscas.

Fatores de Ranqueamento de Buscas Móveis

Para buscas feitas a partir de aparelhos móveis:

  1. É maior a tendência de apresentar resultados locais mais frequentemente que buscas realizadas em desktops. O Google supõe que, se você está usando um celular, é muito grande a probabilidade de estar procurando algo local.  Assim, o ranking privilegia os resultados locais.
  2. Se você usa o termo download numa busca local, ter como resultados aplicativos para celular é mais provável do que softwares para PCs.
  3. Os resultados podem apresentar links patrocinados no topo das buscas mais populares, porque os anúncios no Adwords utilizam as 4 primeiras posições, o que cobre toda a tela de um celular. Isso é especialmente real quando o anúncio tem um mapa incluído.
  4. Exige-se que se tenha uma página otimizada para o Google Places, Yahoo Local e Bing Place para atingir bons rankings.
  5. Para buscas de palavras-chaves de forte apelo regional, como “clima”, por exemplo, muito comumente são apresentados resultados específicos para a localização do usuário.
  6. Em pesquisas sobre marcas, são oferecidos resultados locais como padrão. Por exemplo, se você buscar “Pão de Açúcar”, o Google pensará que você procura o melhor caminho para o supermercado da marca mais próximo, ou o telefone dessa loja. Como ele sabe que “Pão de Açúcar” é uma marca, se você não estiver no Rio de Janeiro, os resultados mostraram supermercados. Se você procura lojas menos conhecidas, é mais provável ter resultados vindos do Google Places ou, se a marca procurada tiver um site, os resultados podem ser uma mistura do Google Places e orgânicos.
  7. Como os usuários normalmente estão logados em suas contas (Google, Facebook, etc), é maior a probabilidade de sinais sociais impactarem os resultados. Já é perceptível o impacto do Google Plus nas buscas móveis e isso só deve aumentar com o tempo.
  8. Os resultados diferem das buscas não-locais quanto aos aspectos. É menor a probabilidade de vídeos e imagens estarem misturados nos resultados gerais.

Assim, o ponto chave para ranquear bem nos resultados móveis é saber onde sua informação precisa estar. Pode ser no Google Places, nos links patrocinados (Adwords), pode ser nas estratégias de seu site para bons rankings orgânicos ou, o que é mais indicado, numa combinação de todas essas possibilidades. Por isso, é extremamente importante que você teste que tipo de resultados as buscas de seu interesse retornam no Google, a partir de diferentes plataformas. Lembre-se, sempre, da importância da localização do usuário e preste atenção em como isso impacta seus resultados. A propósito, faça buscas de seu smartphone e tablet em lugares diferentes e anote os resultados.

A partir dessa análise, para a maioria dos casos, se suas palavras-chave têm relevância local, o Google Places é a sua prioridade. É claro que o Google empurra os cadastrados no Google Places para o topo das buscas com palavras-chaves de relevância local. O mesmo vale para o Bing e Yahoo Local. Listar seu negócio nesses serviços é extremamente importante.

Resultados orgânicos continuam sendo extremamente importantes. Resultados mesclados (orgânicos e locais) ainda são maioria para buscas locais. Assim, seu site deve ser bem otimizado e compatível com dispositivos móveis.

Hoje, o Google ranqueia sites comuns (para desktops) melhor que sites dedicados para móveis, mesmo para usuários de dispositivos móveis. Isso, porque sites exclusivamente móveis normalmente não possuem Page Rank e também têm muito pouco conteúdo, fatores sabidamente importantes na definição do ranking.

Um bom exemplo é o Facebook. Busque de seu celular a palavra “Facebook”. É mais provável o resultado ser www.facebook.com do que m.facebook.com (o site móvel). Como sites para desktops normalmente têm melhor estrutura de SEO, é importante que seu site seja responsivo, isto é, adapte-se bem à qualquer plataforma ou dispositivo.

Na parte 2 do artigo, falaremos de sites responsivos x sites exclusivamente móveis e dos novos fatores de bom ranqueamento nas buscas móveis.

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Artigo original publicado por nossa parceira Search Engine News - Planet Ocean (área de conteúdo pago) por John Heard com edição de Stephen Mahaney. Traduzido, localizado e adaptado por Alex Moraes, com permissão da publicadora.


Alex Moraes é especialista em Marketing Digital, escritor e palestrante. É responsável pelo conteúdo, cursos e eventos da MarketingDigital.com.br, além do canal no Youtube, grupo no LinkedIn, página no Facebook e perfil no Twitter.