Produzo conteúdos para diminuir as dores dos clientes. Agora, e quando a dor não tem fim?

Artigo

por Alex Moraes

publicado em: 27/02/2016

Lindas histórias nascem da dor, da perda. Essa é uma delas, de anjos inspirando anjos.

Por essa hora, muitos leitores já desistiram. O assunto é denso, ignorá-lo é mais fácil… mas, se você ler até o final, não se arrependerá e até ficará inspirado(a).

 

Qual é a maior dor: parto normal ou pedra nos rins? E a perda de um filho? Não há nada menor que comparar grandes dores. Infelizmente, para a imensa maioria, a maior dor é sempre a própria. É muito difícil nos colocarmos no lugar de quem sofre.

Tatiana entrou em contato comigo, disse que leu vários artigos meus sobre marketing e que admira meu trabalho. Fico lisonjeado. Aí vem a virada. Ela diz que em 2012 perdeu sua primeira filha, Helena, de 17 dias, pela falta de disponibilidade de uma UTI neonatal em sua cidade. 

Então fala que criou a ONG Amada Helena, para reivindicar ações do poder público pela criação de mais leitos neonatais, a fim de evitar que outras famílias passem pelo mesmo sofrimento dela, e de tantas outras mães.

Passado o susto inicial, fruto da mistura da consternação pela inimaginável dor daquela mãe e da admiração pela grandiosidade da sua reação, falei do meu respeito por sua luta. 

Coloquei-me à disposição, expliquei a minha dificuldade com a disponibilidade de tempo, e falei que certamente faria alguma coisa. 

Naquele momento, ainda meio perdido, falei com Tatiana dos muitos seguidores que tinha e que uma eventual chamada na minha rede poderia gerar muita repercussão, e que talvez ela preferisse algo menos exposto, já que sua luta envolve muito sentimento e comprometimento pessoal.

Aí vi que missão incrível ela tinha. Ela disse: 

Alex, eu quero apoio, e quanto mais alcance, melhor. Eu tive minha integridade violada quando perdi Helena. O pior que podia acontecer comigo, já aconteceu. Minha luta, agora, é para que nenhuma outra mãe sofra o que eu sofri e sofro.”

Humildemente concordei e fui pensar no que eu tinha que fazer. Disse que ainda não sabia exatamente como, mas que aquela luta seria minha também. E a minha primeira decisão foi a de compartilhar aquela história.

Parte do meu trabalho com o marketing é produzir conteúdos que diminuam as dores dos clientes. Agora, e quando a dor não tem fim? 

A resposta é mais simples do que parece: você apoia quem tomou essa luta como missão de vida. 

A campanha dessa e de várias pessoas engajadas nesse tipo de trabalho é uma tentativa de evitar ou atenuar a dor dos outros, como resposta para seu próprio sofrimento. E isso é grandioso. Considere que, se a Amada Helena conseguir uma UTI a mais que seja, todas as crianças que por ela passarem terão sido abençoadas com uma oportunidade que Helena não teve, e viverão, mesmo que sem saber, um pouco da vida dela. E isso dará sentido às vidas de todos nós, que perdemos Helena.

Ouvimos muito se falar de fazer o bem, sem saber a quem. É muito grande a probabilidade de que quem vier a usufruir de uma UTI fruto do trabalho da Amada Helena, nem saiba da luta e da linda história de amor por trás daqueles aparelhos. E isso não é problema, Tatiana honra a vida de Helena a cada ação, e sabe que seus 17 dias de vida foram tão impactantes a ponto de proporcionar milhares de dias de vidas a várias outras crianças. E, da parte de Helena, bem… anjos são discretos…

Quem acha na adversidade inspiração para fazer o bem merece pelo menos respeito. Eu me dispus a ajudar minimamente, divulgando a causa, contando a história de anjos inspirando anjos. Também estou ajudando na produção de outro projeto da ONG, um e-book gratuito de apoio a quem passa por um processo de luto, e fazendo conteúdos diversos para suas redes sociais. E você, vai fazer o quê? Essa mãe, no pior momento imaginável, conseguiu focar em ajudar o próximo… 

E, se você não puder ajudar diretamente, divulgue essa causa!

A inércia é o quadro onde morremos um pouco mais a cada dia. Identificamos o problema, até sabemos como superá-lo, mas optamos por não agir. Lutar por uma causa é imensamente mais fácil falado que feito. Por isso, nunca desconsidere a importância de pessoas que são mais elevadas que nós e se dispõem a partir para a ação. E não apenas as respeite. Apoie-as. Eleja-as.

E pense que cada nota na cueca, cada desvio de conduta para benefício pessoal ou de um projeto, cada descaso, cada atraso desmotivado concorre para muitas perdas. Cobre, da Justiça, justiça. Denuncie os malfeitos e não vote nos malfeitores. E cobre do Executivo, ações.

E, depois de muito tempo, ao ver a reação das seguidores da Amada Helena no Facebook curtindo meus textos, compartilhando, comentando, voltei a dar valor a essas reações nas redes sociais. Estou ajudando, de alguma forma, pessoas que precisam de apoio. E isso é MUITO gratificante. Saiba que você também pode, de muitas formas, ajudar também.

O propósito principal da Amada Helena, como já disse, é buscar a criação de mais leitos neonatais. Tratarei numa próxima oportunidade de outras importantes lutas paralelas da Amada Helena, como o trabalho pela Humanização do Luto e o Dia das Mães de Anjo. O propósito é dar a quem passa pela tragédia da perda acesso a informações, oferecer um ambiente de troca de vivências entre mães em situação semelhante e dar apoio a quem está em processo do luto.

https://www.facebook.com/ong.amadahelena

Conheça e divulgue a Amada Helena. E, para as pessoas vivendo um processo de luto, a ONG está preparando uma cartilha em formato de e-book, com instruções extremamente úteis, além de indicação de tratamentos, apoio e ações. 

Então, valeu a pena conhecer essa história? Obrigado por chegar até aqui. E então, como você pode ajudar?


Alex Moraes é especialista em Marketing Digital, escritor e palestrante. É responsável pelo conteúdo, cursos e eventos da MarketingDigital.com.br, além do canal no Youtube, grupo no LinkedIn, página no Facebook e perfil no Twitter.